terça-feira, 13 de março de 2012

Sentindo falta de mão-de-obra qualificada, Mercadinho? Você está acabando com ela

Abigail Pereira Aranha

Essa conversa de que falta mão-de-obra qualificada, que tem vaga sem candidato à altura, etc é conversa de patrão filho da mãe pra exigir demais e pagar pouco. Mercado é igual mulher: fala que falta homem que presta, mas destrata os bons e valoriza o lixo. Mas vamos supor que é verdade. Vou contar a história do Paulinho.

O Paulinho sempre foi um rapaz estudioso, desde o Ensino Fundamental. Porque ele gostava de conhecer mais, e sempre quis aplicar o conhecimento para o bem geral em alguma coisa em que ele se saísse melhor, mesmo antes de decidir a profissão.

Mas aí, o que ele via? Primeiro, que ele ficava isolado da turma. Quase sem amigos, na escola e na faculdade, e sem namorada. Até aí, tudo bem, ele não perdia muito em companhia e sabia disso. Ele teve colega de classe até que morreu esfaqueado em briga de uma turminha com outra em baile funk enquanto ele estava estudando. Mas além disso, ele nunca tinha as melhores notas da classe. Quem tinha era as vadiazinhas que namoravam os babacas da turma do fundão e pagavam pelos trabalhos da escola e da faculdade, ou um rapaz inteligente alguns anos à frente dela que "ajudava" nos trabalhos.

E sabe uma outra coisa que atrapalhava o Paulinho? Professorinhas cretinas, que detestavam ser questionadas, ou perguntas que ele fazia e elas não sabiam responder.

Aí, enquanto ele estudava para aprender e para ser um profissional sério, as vadiazinhas não estavam só dando pros babacas da turma do fundão ou pros marginaizinhos da porta da escola. Elas também estavam preparando o terreno profissional na trapaça. O Paulinho queria ganhar tudo na raça, como sempre fez. Elas estavam saindo com playboys, ou com professores. Ou estavam pedindo pro tio que deu em alguma coisa na vida pra dar uma "ajuda" em emprego ou estágio.

O Paulinho está na faculdade. Com muito custo, conseguiu um estágio em que ele fez mais pela empresa que a empresa por ele. Aprendeu mais observando trabalho de colegas do que pelo que ele recebeu pra fazer. Além de os chefes da empresa serem uns paspalhos que detestam empregado que sabe mais do que eles, eles também adoravam fazer gracinhas para as meninas do estágio (de 12 estagiários, só ele e um outro eram homens). Ele conhecia duas das mocinhas, as duas eram umas ninfetinhas toupeiras com carta de recomendação de um dos mesmos professores que não quiseram dar uma pra ele.

O Paulinho se forma e vai tentar uma vaga. Primeiro, ele não tem experiência na profissão, além do estágio. Daí, ele perde muitas vagas. Depois, ele passa por aquelas entrevistas de RH pseudointelectual e aquelas dinâmicas de grupo cretinas. Aí, percebem que ele não é dinâmico, aberto a mudanças, de bom convívio, etc o suficiente para trabalhar na empresa (sempre era), ou tinha outro candidato melhor.

Aí, até que enfim, o Paulinho consegue um emprego na formação dele, numa empresa ordinária.

Aqui encerro a história do Paulinho, até porque tem bem mais amargura que doçura.

O Mercado é considerado como uma divindade infalível, principalmente pelos palestrantes paspalhos que nunca pegaram um ônibus na vida e mal acordaram antes das seis horas para uma aula de manhã na faculdade paga pelo papaizinho. Palestrantes que vivem de palestras e livros para animar funcionários de empresas com matriz do Inferno ou ensinar desempregados a conseguir um "bom" emprego como se faltasse algo para conseguir algo decente na vida.

Mas não, as diretorias das empresas públicas e privadas e os altos escalões de serviços públicos são infestados de imbecis. Existem bons chefes? Claro que sim, mas eles podem te dizer a dor que é ter alguma qualidade em uma posição de chefia. No Mercado, empresas se preocupam mais com a maracutaia feita com político ou funcionário do que com conquistar o cliente pela qualidade e pelo bom atendimento. No Mercado, um ônibus pode não ter cobrador para a empresa não gastar 2 salários mínimos.

No Mercado, só existem regras para mim ou para você. Qualquer sandice decretada pela empresa vira a lei sobre a sua vida ou a minha. Eu posso ser demitida porque falei de putaria (ou menos que isso) numa rede social pelo sujeitinho que está comendo a anta da minha colega ninfetinha casada. Não sei se você já se deu conta, mas em quase todas as empresas nós temos uma ditadura islâmica usando o chão do estado democrático de direito brasileiro. E antes que eu me esqueça: viva a anarquia, o ateísmo e o sexo livre e solto. Se o meu patrão não gostasse de mim pra caramba, nessa eu ia rodar bonito.

No Mercado também existe nepotismo e prostituição mal assumida. Por isso que se você é bom não vai ter um sucesso que você merece, porque você não pode mandar no sobrinho do sócio ou na piranha que senta na pica do diretor geral. Disciplina rigorosa nas empresas é controle das folhas de papel que você gasta. Bom, é bem mais, mas não o tanto que deveria ser.

No Mercado, ser bom profissional atrai o ódio, e não a admiração. Por isso, a maior preocupação do bom profissional empregado, numa empresa ou no serviço público, é evitar a colega desagradável e se defender do verme que está tentando armar para tirá-lo de lá.

Qual é, diga-se de passagem, um dos cursos mais populares? Administração. Com todo respeito aos bons administradores, qualquer bicha mimada ou piriguete mal acostumada pode fazer esse curso, qualquer filhinho de papai que nunca foi a uma agência de empregos pode dar palestras de motivação depois de formado. E depois de formado vai mandar nas pessoas cujos trabalhos exigem inteligência e conhecimentos úteis e, o que é pior, vai determinar como elas vão fazer esses trabalhos.

Ah, e já ia me esquecendo. Já existem projetos de lei para cotas para negros nas empresas e para incentivos para empresas abertas por mulheres. Depois dessas porcarias aprovadas, não venham me falar em meritocracia.

O bom profissional que é também uma pessoa de grandeza moral está sujeito a sentir que perdeu tempo estudando de verdade, sendo ético, sendo legal, sendo trabalhador. Então, muitos que poderiam ser ou continuar sendo bons profissionais se cansaram de ser comandados por imbecis, perder vagas para bucetas, ver lambanças que aconteceram e eles avisaram que ia acontecer, ver idiotas crescendo mais que eles, e agora trabalham apenas o suficiente para continuarem no emprego.

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sábado, 10 de março de 2012

É, você mesmo, ô macaco

Um significado para "macaco" é "2. Aquele que imita as ações dos outros" (Dicionário Michaelis, http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=macaco). O que vou mencionar como regra geral para a "negritude" cabe também a feministas, moradores da periferia e outras minorias: apesar de odiarem e quererem criminalizar a crítica, estes sabem da sua própria mediocridade, e não só isso como sabem que ela é óbvia e facilmente denunciável.

Leia o texto em http://semsenhores.wordpress.com/2012/03/10/e-voce-mesmo-o-macaco/

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Do perfil da Abigail: homens brancos europeus na História

Você, feminista, enche a boca citando grandes mulheres a maioria filha ou esposa de homens ilustres?
Você, orgulho negro, enche a boca citando grandes negros do Brasil e dos Estados Unidos, ou que estudaram na Europa?
E os homens brancos na História? Nossa lista começa com o seu Adolf.
Adolf von Baeyer, Albert Einstein, Alessandro Volta, Anton de Bary, Benjamin Franklin, Charles Augustin de Coulomb, Christiaan Huygens, David Hume, Francis Crick, Friedrich Engels, Galileu Galilei, Gottfried Wilhelm von Leibniz, Gustav Ludwig Hertz, Henri Poincaré, Isaac Newton, Jacobus Henricus van't Hoff, Jakob Bernoulli, James Watson, Jean-Baptiste Joseph Fourier, Johann Bernoulli, Johannes Kepler, John Napier, Joseph Banks, Karl Marx, Leonhard Euler, Leonardo da Vinci, Leonardo Fibonacci, Max Planck, Noam Chomsky, Niels Bohr, Pedro Nunes (Petrus Nonius), Pierre Curie (o marido da Marie), René Descartes, Robert Boyle, Svante Arrhenius, Stephen Hawking, Voltaire, Walther Hermann Nernst
Todos homens, todos brancos, todos viveram nos Estados Unidos ou na Europa, todos fizeram trouxeram de lá contribuições boas para a humanidade.
HOMENS E BRANCOS NA HISTÓRIA
Muito mais que escravizar negros, estuprar índias e proibir a esposa de ter vida social.
15 de julho, Dia do Homem (no Brasil)
19 de novembro, Dia Internacional do Homem
Ah, mas eu nunca disse que os homens e os brancos só fizeram isso. E o contrário, você já disse? Ou é só porque eu toquei no assunto, favelada lésbica?
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Por que eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade pública e nos altos postos

Eu não pergunto onde estão os negros na universidade porque quando morei em uma casa sem água e energia elétrica e fazia o meu segundo ano Científico em uma escola pública a três quilômetros de casa, eu estudei de verdade, inclusive a Trigonometria e o Logaritmo que não vi em sala, em vez de andar com as gangues do bairro vizinho.

Eu não pergunto onde estão os negros na universidade porque ganhei uma bolsa em colégio privado oferecida por um dos meus professores que admiravam o meu desempenho.

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque enquanto eu era universitário e estava preocupado em oferecer algo bom para a sociedade depois de me formar, quase todos estavam preocupados em ganhar bem trabalhando seis horas por dia no serviço público.

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque quando estes se tornam funcionários públicos geralmente só fazem greve que afetam os pobres (INSS, SUS, escolas públicas, etc). Mas só participam das greves se não tiverem "cargo de confiança".

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque, certa vez em que houve greve na UFV e o DCE convocou uma assembleia para decidir por um recesso, pois o restaurante da universidade estava fechado, todos os negros que encontrei estavam em uma reunião paralela posterior para conseguir a continuidade das aulas. E isso porque no mesmo dia (da reunião e da assembleia) eles encontraram os portões dos pavilhões de aulas trancados a corrente e cadeado pelos "maconheiros" do DCE.

Eu não pergunto onde estão os negros pobres na universidade porque se eles estudam em uma escola de periferia onde alunos se agridem ou agridem professores em sala, os esquerdalhas querem transformar isso de problema a ser superado em bônus.

Eu não pergunto onde estão os negros pobres na universidade e nos altos postos porque tive que sair de duas escolas públicas por cobrar Matemática de Ginasial de alunos de primeiro ano Científico. E eu tive sorte.

Eu não pergunto onde estão os negros pobres na universidade e nos altos postos porque o aluno de desempenho notável na faculdade onde estuda via ProUni é o mesmo que não conseguiu uma nota decente em uma simples prova de conhecimentos de 1º e 2º grau chamada vestibular, mas entrou em nome da "justiça social".

Eu não pergunto onde estão os negros pobres na universidade e nos altos postos porque antes de os professores passarem hordas de analfabetos funcionais ameaçados por alunos, pais e Secretaria de Educação um estudante de escola pública não mencionava planos mais ambiciosos que uma faculdade conceito D.

Eu não pergunto onde estão os negros na universidade e nos altos postos porque negar vaga na universidade a um candidato branco em favor de um afrodescendente com menor pontuação no vestibular é, para o movimento negro, uma justiça social e histórica.

Eu não pergunto onde estão as mulheres na universidade e nos altos postos porque se usarmos as mesmas justificativas dos vagões exclusivos para mulheres no metrô, podemos ter vagões exclusivos para brancos para inibir assaltos - mas isso não importa para os feministas.

Eu não pergunto onde estão as mulheres na universidade e nos altos postos porque as feministas fingem que nenhuma mulher usou o assédio sexual ou a Vadia da Penha para destruir homens não só inocentes como de boa índole, e para elas apontar falhas constitucionais e morais na lei Maria da Penha é o mesmo que defender assassinos de mulheres.

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque, tendo entrado na universidade, eles quase nunca têm "tempo" para algo fora a própria carreira. E quando têm, em geral estão envolvidos com o lesbonazismo ou o sionismo zulu.

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque quase sempre eles são perigosos, porque depois de usar pais, namorados, amantes e a própria máquina estatal, vão alimentar o próprio ego ou bradar contra os "preconceitos".

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque quase sempre eles são perigosos, porque os movimentos negros e os movimentos feministas mandam a Constituição às favas por qualquer coisa que beneficie os seus clientes.

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque quase sempre eles são perigosos, os seus grupos são grupos de narcisismo, vulgaridade e ódio: um jovem paulistano branco de classe média é caçado como rato por quaisquer dois tuítes do nível típico de um texto feminista, de exaltação ao Nordeste ou contra o "racismo".

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque os militantes feministas ou do movimento negro quase sempre demonstram falta de argumentos e de sanidade ao serem contrariados ou questionados. Conhecem o direitismo de Olavo de Carvalho, a vida fracassada como cineasta de Arnaldo Jabor, o antilulismo da revista Veja, mas não conhecem o texto que você lhes indicou ou as palavras que você acabou de dizer ou escrever.

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque, desmascarados em suas falácias e defeitos, a sua reação vai da papagaiada maoísta ao bullying jurídico sob palavras-chave como machismo, homofobia e racismo.

Eu não pergunto onde estão os negros e as mulheres na universidade e nos altos postos porque já percebi, anos antes dos que perguntam, que depois de toda a conversa de inclusão social, tudo que teremos serão macacos oportunistas com o ego patrocinado por dinheiro público que se hoje têm medo de o colega de trabalho ler o perfil no Facebook, não terão índole nem coragem para fazer revolução que traga evolução de verdade.

Walter Nunes Braz Júnior

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Eu não tenho respeito nenhum por profissionais que nunca foram demitidos

Eu praticamente fui demitido de todas as empresas por onde passei.

A demissão sempre me perseguiu. Antes mesmo de começar a trabalhar no mundo corporativo, eu fui demitido de uma empresa de pesquisas de mercado porque disse que as perguntas de uma pesquisa que tinha que fazer eram muito babacas e não diziam nada com nada.

Depois fui demitido de uma balada onde trabalhei de barman porque eu colocava muita bebida na bebida ao invés de água como o chefe pedia.

Quando cheguei ao mundo corporativo, não aguentei nem seis meses. O meu primeiro chefe na Brasoft me mandou embora no final do estágio porque eu era um babaca que não respeitava hierarquias, e questionava tudo que ele pedia para eu fazer.

A minha "sorte" é que o chefe do meu chefe já gostava do meu trabalho e me recontratou para trabalhar na startup Brasoftware longe do chefe que havia me demitido.

Na Brasoftware eu fiquei uns oito anos sem ser demitido, fazia e desfazia, fizemos história em diferentes sentidos, e no final resolvi cair fora porque ninguém me demitia. Hehehehe.

Fui para a startup Tech Data, fiquei por lá outros seis anos sem ser demitido. De novo fazia e desfazia, inventava e reinventava com toda a liberdade do mundo. Fiz inimigos e ganhei um novo apelido "Elefante em Loja de Cristal" - tamanha a minha delicadeza em lidar com as pessoas.

No final de outro ciclo bacana de realizações, fui praticamente demitido de comum acordo por um babaca que enchia o meu saco porque eu havia enchido o saco dele nos tempos em que ele era gerente de vendas.

No hard feelings, o cara era um babaca.

Fundei a BIZREVOLUTION onde eu já fui demitido várias vezes por clientes, parceiros, concorrentes e funcionários por pisadas na bola e outras porradas que distribui.

Se você nunca foi mandado embora de uma empresa é porque você nunca testou de verdade os limites da paciência do seu chefe, colegas, clientes etc.

Se você nunca foi mandado embora de uma empresa é porque você nunca arriscou o pescoço de verdade por algum projeto grandioso que pudesse colocar a empresa rumo a novos mercados.

Se você nunca foi mandado embora de uma empresa é porque você nunca falou a verdade para o chefe babaca que já passou pela sua vida.

Se você nunca foi mandado embora de uma empresa é porque você leva uma vida profissional pianinho, bacanosa, "profissional", política, onde você SOMA mas não multiplica os recursos como deveria.

Se você nunca foi mandado embora de uma empresa é porque se esconde na empresa. Ninguém te conhece a não ser o seu chefe e os colegas que trabalham na sua "repartição".

Se você nunca foi mandado embora de uma empresa é porque você tem estômago de cavalo, e deveria, como todos os outros que nunca foram demitidos, participar do concurso "Maior Estômago do Planeta".

Se você nunca foi mandado embora de uma empresa é porque você é um cara muito legal segundo os padrões das Liga das Senhoras de Santana, mas deve ser um cara muito chato segundo os padrões democráticos, arrojados, colaborativos e audaciosos do Século 21.

Eu acredito que toda empresa precisa de um cara que testa os limites do possível, que coloca o dedo nas feridas, que provoca as pessoas a pensar, que atua como "Advogado do Diabo". Se esse cara não existe, a empresa está frita.

Ricardo Jordão Magalhães

Biz Revolution, http://www.bizrevolution.com.br/bizrevolution/2012/01/eu-nao-tenho-respeito-nenhum-por-profissionais-que-nunca-foram-demitidos-.html

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Manual para lidar com gente emburrada

Dos padrões de comportamento que mais prejudicam as relações interpessoais, o emburrado é um dos mais comuns, mais chatos e infantis que existem. Que me desculpem os emburrados, mas tem que ser muito burro e empacado para agir de tal forma.

Assim, cabe entender o mecanismo que leva crianças, adolescentes, adultos e até idosos a se calarem voluntariamente, esticar um beiço enorme, fingir que não ouve, não vê e não fala. E por dias, semanas e meses, entra mudo e sai calado de suas casas, trabalhos, no convívio com a família, colegas e amigos.

Então, está revelado o primeiro mistério: o emburrado está nos dizendo um "NÃO"!!! "Não quero conversar, não quero participar de nada, me deixe em paz!"

Outra característica clara do mistério dos emburrados: "Estou chateado, com raiva". Bom, mesmo que não fale, ele diz que alguém fez algo que o ofendeu, magoou, frustrou, contrariou. Mas, ao invés de buscar um caminho simples, descomplicado, maduro, que é conversar, esclarecer através do diálogo direto com a pessoa que o teria chateado, ofendido, não: reage de forma radical, pueril, se fechando e punindo todos com sua desagradável presença mal humorada, múmia paralítica, que pesa o ambiente e como gotas de limão em litros de leite, faz com que talhe tudo.

Qual o objetivo principal dos emburrados? Já vimos que querem punir as pessoas por algo que os frustrou, ofendeu e magoou, com uma atitude radical e punitiva: o silêncio agressivo, o isolamento que quebra a harmonia e a boa convivência. Mas o principal objetivo dos emburrados é gerar CULPA! E conseguem!

A todo momento, alguém se aproxima:

- "Eu te fiz alguma coisa?"

- "Foi eu que te chateei?"

E com isso ele vai se tornando importante, poderoso. As pessoas culpabilizadas começam a adular, implorar para que ele volte a conversar ou todos vão ficando mal humorados.

Tudo errado! Não se deve entrar neste jogo, não se deve sentir culpa nem ficar gravitando em torno do emburrado. Ao contrário, cada um deve seguir sua vida, continuar cumprimentando, convidando para sair, mesmo que o outro não responda, ou seja, escravo do "não".

Só quando o emburrado entende que seu comportamento não está punindo, atrapalhando, agredindo as demais pessoas com as quais ele convive, é que tal característica começa a ceder.

E, para meus amigos emburrados, fica um exemplo para pensar: se a vida é um filme constante, que nunca para, o emburrado é aquele que ao se chatear com uma cena tem a péssima característica de congelar cenas e por dias, semanas, repete, repete, sofre, sofre, ressente... E, enquanto isso, o filme da vida segue maravilhoso para o resto da humanidade!

Autor desconhecido

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Do perfil da Abigail: ser uma pessoa justa e ir para o Céu não seria salvação, seria indenização

Se Deus existisse, ser uma pessoa justa e ir para o Céu não seria salvação, seria indenização.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Você é mesmo forte? Não se engane

Eso texto en español (sin fotos e peliculas de putaría, en lo Paraíso Tangible en Wordpress): ¿Usted es realmente fuerte? No se deje engañar, http://avezdoshomens2.wordpress.com/2012/02/08/usted-es-realmente-fuerte/
Eso texto en español (con fotos e peliculas de putaría, en lo Para Hombres de Calidad y Mujeres Verdaderas): ¿Usted es realmente fuerte? No se deje engañar, http://avezdoshomens2.blogspot.com/2012/02/usted-es-realmente-fuerte-no-se-deje.html
This text in English (without sex pics and movies, at Paraíso Tangible): Are you really strong? Do not be fooled, http://avezdoshomens2.wordpress.com/2012/02/08/are-you-really-strong/
This text in English (with sex pics and movies, at Para Hombres de Calidad y Mujeres Verdaderas): Are you really strong? Do not be fooled, http://avezdoshomens2.blogspot.com/2012/02/are-you-really-strong-do-not-be-fooled.html
Texto original em português (sem fotos e vídeos de putaria, no Paraíso Concreto): Você é mesmo forte? Não se engane, http://paraisoconcreto.blogspot.com/2012/02/voce-e-mesmo-forte-nao-se-engane.html
Texto original em português (com fotos e vídeos de putaria, no A Vez dos Homens que Prestam): Você é mesmo forte? Não se engane, http://avezdoshomens.blogspot.com/2012/02/voce-e-mesmo-forte-nao-se-engane.html

Vamos fazer a diferença entre forte e resistente. Uma corda resistente aguenta muito. Uma ponte resistente aguenta muitos carros em cima e muita água correndo em baixo. E por aí vai. O saco de areia que o Mike Tyson usa pra treinar é resistente. O Mike Tyson é forte.

Disciplina é diferente de autossadismo. Disciplina é ter força de vontade e foco. Pode ser se negar um prazer que vai ter um preço mais tarde. Pode ser fazer uma coisa desconfortável pra alcançar um objetivo. Mas o autossadismo, que muita gente chama de disciplina, é ser viciado em falta de prazer e fazer o que não devia ser feito para quem não devia estar cobrando nada por nada de recompensa. Exemplo: algumas empresas.

Pessoas fortes também choram. Veja: pessoas que se lamentam são fracas, mas admitir o próprio sofrimento é coisa para pessoas fortes. Principalmente em alguns lugares repressores onde criticar o modo de vida é perigoso.

Pessoas fortes assumem o que as faz sofrer e lutam contra. Suportar os desgostos de um emprego numa empresa tirânica para manter o apartamento classe média e pagar a pensão da ex-mulher e o estilo playboy dos filhos não é força, é resistência.

Pessoas fortes não acreditam em Deus. Elas têm a inteligência e a honestidade consigo mesmas de ver que Deus ou a crença nele nunca as ajudou em nada.

Pessoas fortes podem perder pra leões, mas não ameaçam gatos. As pessoas valentes, que brigam, que fazem e acontecem estão onde, geralmente? Nas periferias, no Nordeste ou no Norte do Brasil, nos buracos do mundo. Quando essa gente pega alguém pra ameaçar bater, mandar pra cadeia, matar, isso, aquilo, a pessoa sai de lá pra ter sucesso na vida e os durões estão no mesmo lugar, mortos, presos ou dando pra velhos ricos.

Pessoas fortes preferem usar a sua força onde é necessário a exibir o bíceps. O forte pode largar o emprego que 80% da humanidade pensa que gostaria de ter para não adoecer. O homem forte prefere suportar ser chamado de gay a pegar uma vadia e pagar pensão no ano seguinte. A mulher forte prefere suportar ser chamada de puta a deixar de conversar com os amigos (ou de dar pros amigos mesmo).

Esta foi uma reflexão depois de uma mensagem de um amigo distante nosso (ele é de Portugal):

Duarte Oliveira Joaquim

Enviado em 30/08/2011 as 13:41

a kestao é ke eu apenas tenhu ke ser forte kuando é preciso e n tenhu ke ser forte só pra agradar aos outros e pra sofrer.

(Comentário em "Por que não se comemora o Dia Internacional do Homem?")

Obrigada a este e a todos os amigos.

Imaculada Virgínia Pereira Souto e

Abigail Pereira Aranha

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

As 5 coisas de que nos arrependemos antes de morrer

Texto original en español: Las 5 cosas de las que nos arrepentimos antes de morir, http://avezdoshomens2.wordpress.com/2012/02/04/las-5-cosas-de-las-que-nos-arrepentimos-antes-de-morir/ (en lo Paraíso Tangible) o http://ar.noticias.yahoo.com/5-arrepentimos-morir-081200126.html (en lo Yahoo! Argentina)
This text in English (at Paraíso Tangible): The 5 things that we repent before death, http://avezdoshomens2.wordpress.com/2012/02/04/the-5-things-that-we-repent-before-death/
Este texto em português (no Paraíso Concreto): As 5 coisas de que nos arrependemos antes de morrer, http://paraisoconcreto.blogspot.com/2012/02/as-5-coisas-de-que-nos-arrependemos.html

Ao contrário de Edith Piaf, que disse em sua famosa canção que não se arrependia de coisa alguma, muitas pessoas parecem terminar suas vidas com grande arrependimento.

Isso é o que afirma Bronnie Ware, uma especialista em cuidados paliativos e doentes terminais, que acaba de compilar em um livro a lista dos cinco principais arrependimentos que as pessoas têm antes de morrer.

A enfermeira australiana reuniu em seu livro as "confissões honestas e francas de pessoas em seus leitos de morte", o que elas tinham querido fazer ou não fazer.

Foram confissões, diz ela, que ajudaram a transformar a sua vida.

Porque, de acordo com Bronnie Ware, é realmente triste chegar à sepultura pensando "eu gostaria de ter feito...".

"Eu encontrei uma longa lista de arrependimentos, mas no livro tentei focar os cinco mais comuns", explica a autora à BBC.

"E o arrependimento principal de muitas pessoas é 'eu gostaria de ter tido a coragem de fazer o que eu realmente queria fazer e não o que os outros esperavam que eu fizesse'", acrescenta.

"Outro arrependimento comum é 'eu queria não ter trabalhado tanto', porque isto, segundo eles, os havia feito perder seu equilíbrio, e como resultado haviam perdido muitas coisas em sua vida".

O livro, intitulado "The Top Five Regrets of the Dying" (Os cinco maiores arrependimentos dos moribundos), é uma contagem de relatórios sobre a vida da autora e suas experiências durante anos de trabalho em cuidados paliativos.

Os pacientes de Ware eram pessoas que tinham sido desenganadas e esperavam a morte a qualquer momento.

Isso, diz ela, lhe permitiu partilhar "momentos incrivelmente especiais. Porque eu passei com eles as últimas três a doze semanas de suas vidas".

Os cinco grandes arrependimentos

1 - Eu gostaria de ter tido a coragem de fazer o que eu realmente queria fazer e não o que os outros esperavam que eu fizesse

2 - Eu queria não ter trabalhado tanto

3 - Eu gostaria de ter a coragem de expressar o que eu realmente sentia

4 - Eu gostaria de voltar a ter contato com os meus amigos

5 - Gostaria de ser mais feliz

Enfrentando a mortalidade

A idéia do livro surgiu depois de que um artigo em seu blog, intitulado "Arrependimentos dos Moribundos", tornou-se viral na internet e Ware decidiu escrever algo mais abrangente sobre essas confissões e a forma como "transformaram a sua vida".

"As pessoas amadurecem muito quando têm que enfrentar sua própria mortalidade", explica a autora.

"Cada pessoa experimenta uma variedade de emoções, como esperado, que incluem negação, medo, raiva, arrependimento, mais negação e, eventualmente, aceitação".

"No entanto, cada um dos pacientes sempre encontrou a sua própria paz antes de partir".

Bronnie Ware disse à BBC que "outro arrependimento comum entre os moribundos era que eles queriam ter a coragem de expressar seus sentimentos".

"E que se aplicava tanto a sentimentos positivos quanto a negativos".

"Muitos diziam: 'Eu gostaria de ter tido a coragem de falar e dizer que eu não gostava dessas coisas', ou que queriam ter tido a coragem de falar com as pessoas e lhes dizer o que realmente sentia por elas".

"Também era um arrependimento muito comum não ter voltado a ter contato com velhos amigos. Muitas pessoas disseram que gostariam de ver alguém para se lembrar de momentos de sua vida, mas não tinha feito o esforço para encontrá-lo(a)".

De acordo com Ware, no final da vida os amigos são muito importantes porque muitas vezes os familiares ao redor de um doente terminalmente estão passando por sua própria dor.

Uma pessoa em seu leito de morte, muitas vezes estranha a esses amigos, diz ela, mas muitas vezes, quando eles perderam o rastro, já é tarde demais para encontrá-los.

Os moribundos, Bronnie Ware diz, também "tinham desejado ser mais felizes".

Algo que se destaca é que todos esses lamentos dos moribundos são de coisas que eles não fizeram. As pessoas não parecem se arrepender de algo que fizeram.

"Tudo o que fazemos em nossas vidas, bom ou ruim, nos ajuda a aprender alguma coisa", explica Ware.

"É por isso que é mais comum nos arrependermos de algo que nós não fizemos".

"Mas penso que nós, como seres humanos, devemos aprender a perdoar mais a nós mesmos e não sermos tão duros por não termos feito algo no passado. E isso se aplica principalmente quando uma pessoa está doente e não tem a liberdade de fazer coisas porque não tem saúde".

O que a autora espera, ela diz, é que seu livro "ajude as pessoas a agir hoje e não deixar as coisas para amanhã, para depois se arrependerem".

"Para mim, estas confissões me ajudaram a implementar mudanças importantes na minha vida e eu espero que as pessoas que lerem o livro também possam entender que a vida está acontecendo hoje e agora é hora de vivê-la".

"Minha principal mensagem é que todos nós vamos morrer, e se neste momento nos arrependemos algo tratemos de solucionar agora.

Traduzido do Yahoo! Argentina, 01 de fevereiro de 2012, http://ar.noticias.yahoo.com/5-arrepentimos-morir-081200126.html

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